sexta-feira, 2 de abril de 2010

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras







A Conferência Internacional das Cidades Inovadoras aconteceu, no período de 10 a 13 de março de 2010, em Curitiba, e contou com a presença de expressiva representação do Estado do Ceará: Joaquim Cartaxo, Secretário das Cidades; Gláuber Augusto Lira de Sousa, Presidente do Conselho do Desenvolvimento Regional da Ibiapaba-CONDERI e Coordenador Geral do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho - IDT, de Ubajara; João Lopes de Freitas, Secretário de Agricultura e Turismo de Ibiapina; Verônica Oliveira, Assessora da Secretaria das Cidades; Lucileide Lourenço Oliveira, representante do SEBRAE de Ipu; Antônio Cícero Jerônimo de Sousa, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Ipu; Maria do Socorro Pessoa Vasconcelos, Secretária de Turismo e Cultura de Ubajara e Maria Valneir, Assessora do Movimento Ibiapabano das Mulheres, de Viçosa do Ceará.

O evento envolveu 37 paises, recebeu 3.000 representantes que participaram de palestras e debates, orientados por mais de cem palestrantes.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

População assume papel de protagonista nas transformações urbanas

Cooperação entre cidades também pode facilitar mudanças importantes

É preciso estar atento ao movimento subterrâneo que ocorre na sociedade e vai desembocar, fatalmente, em mudanças profundas. Quais são elas, ou as estruturas que surgirão, ainda não são conhecidas. Mas certamente serão desenhadas pela população, que começa a assumir com mais determinação as decisões que devem ser tomadas.

O resumo oferece apenas uma idéia da visão apresentada pelo articulador do Comitê Científico da Conferência Internacional Cidades Inovadoras, Augusto de Franco, na mesa de abertura do evento, que teve como tema O Reflorescimento das Cidades. De acordo com Franco, que é analista político e animador de redes sociais, as cidades já estão experimentando mudanças importantes, mas as grandes e pesadas estruturas atuais e os governos ainda não perceberam. É impossível segurar o processo, alertou.

A opinião de Franco foi partilhada pelos demais palestrantes. Uma das maiores experts em urbanismo no mundo, a jornalista norte-americana Carol Coletta, acredita que o maior desafio da inovação nas cidades é a resistência das pessoas. "É da natureza humana não gostar de mudanças", disse.

Segundo ela, as grandes mudanças são geradas por coisas muito simples, mas que precisam da cumplicidade da população. E apresentou cálculos que mostram que os Estados Unidos economizariam US$ 1.66 bilhão por ano apenas com a redução de 1ponto percentual na pobreza e em mudanças que permitiriam que o cidadão não tivesse de se locomover mais de uma milha por dia.

As cidades sempre estiveram à frente das inovações, acrescentou Augusto de Franco. E isso não mudará. Para enfrentar o problema financeiro que os municípios teriam para poder administrar seu próprio destino de forma mais ampla, ele aponta a coligação e cooperação entre as cidades. "Já estão surgindo cidades-regiões e até cidades transnacionais", afirmou.

O vice-prefeito de Londres, Richard Barnes, apresentou como exemplo prático de melhoria da cidade a revitalização das docas. Barnes disse que esta ação foi uma das grandes responsáveis pelas mudanças experimentadas pela capital inglesa nos últimos anos - que passa por um verdadeiro reflorescimento.


http://www.cici2010.org.br/

IGREJA MATRIZ DE GUARACIABA DO NORTE - CE

Igreja Matriz de Tianguá-CE

NÃO HÁ INOVAÇÃO URBANA SEM SUSTENTABILIDADE

Durante quase toda a História da humanidade, não houve preço alto o bastante para atingir a grandiosidade. Impérios ilustres se ergueram apoiados na subjugação de povos e na destruição de ecossistemas. Demorou, mas chegou uma hora em que se percebeu que havia algo errado aí.




Só no final do século XX, o termo sustentabilidade, tão em voga hoje em dia, veio à tona. Sua origem remonta ao ano de 1987, quando a ONU publicou um estudo chamado Nosso Futuro Comum, também conhecido como Relatório Brundtland. Esse documento determinava o desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.



Seguindo essa linha de raciocínio, as nações não precisariam deixar de se desenvolver economicamente, mas tinham a obrigação moral de respeitar determinados limites. De forma sucinta, são quatro os requisitos básicos para uma ação ser considerada sustentável: ser ecologicamente correta; economicamente viável; socialmente justa; e culturalmente aceita.



Hoje é inconcebível falar em cidades inovadoras sem considerar a sustentabilidade por trás de sua organização. Para isso, a ciência e a tecnologia, além de uma dose de bom-senso individual, precisam ser empregadas para a busca de caminhos viáveis para as cidades. Como disse Humberto Maturana na CICI 2010, crescer só por crescer não é necessariamente bom, porque você pode não ter como se sustentar e corre o risco de definhar.



O interesse que une todos aqui nesta rede são inovações no e do meio urbano. Não temos como ignorar a importância da sustentabilidade para a perpetuação das cidades, por isso, esse subtema deve ser uma constante na Rede Global de Cidades Inovadoras.



Segundo a agência inglesa Futerra, especializada em responsabilidade e sustentabilidade corporativa, para falar desses assuntos é preciso ser otimista, dar o exemplo e contar histórias de casos bem-sucedidos. Seguindo essas dicas, gostaríamos de propor para os próximos dias workshops online que exponham bons exemplos de sustentabilidade.



Se você conhece, desenvolveu ou participou de algum projeto urbano sustentável, conte essa experiência para nós. Basta entrar neste link e fazer um resumo da história. Nós vamos montar um calendário com as apresentações – que podem ser em formato de texto, foto e/ou vídeo – e abrir espaços temporários para os membros comentarem e fazerem perguntas ao autor.



Contamos com a sua colaboração!



Ramiro Wahrhaftig

Ipu _ Ibiapaba